Texto 13: Leer y escribir literatura al margen de la ley

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Texto 13: Leer y escribir literatura al margen de la ley

Mensagem por Tályson Marques em Sab Mar 25, 2017 7:09 pm

“Leer y escribir literatura al margen de la ley”, de Cassany (2010), trata-se de um texto que explora o que alguns estudantes leem e escrevem em seu cotidiano, em sua vida privada, durante os últimos cinco anos. Esse estudo de Cassany (2010) centrou-se nas práticas letradas eletrônicas, uma vez que o acesso à internet tem favorecido às práticas letradas vernáculas, permitindo assim que os alunos produzam e distribuam com maior rapidez suas produções escritas. Além do mais, a internet tem ampliado cada vez mais situações interativas reais a esse público juvenil que se interessa por esses novos modelos de comunicação (blogs, fotologs, chats, foros, redes sociais etc.).
O estudo mostrou que os jovens leem e escrevem, mais popularmente, narrativas intituladas: “la ficción-manía” – prática literária frequente, baseada na escrita e leitura de gêneros literários particulares, desenvolvidas a partir de obras particulares - e “las historias realistas” – que são narrativas estruturadas em diálogos e que recorre a recursos tipográficos e a uma linguagem de caráter mais coloquial. Esses textos narrativos são populares para o público infanto-juvenil justamente por se apresentarem dinâmicos e interativos. Além do mais, o formato eletrônico favorece o compartilhamento na rede e a diversidade cultural.


O termo “vernáculo” foi utilizado pelo autor para se referir à escrita espontânea e criativa dos jovens atuais. No decorrer da leitura, Cassany afirma que escola tem dado pouca importância ao que é vernáculo na escrita dos alunos (SMS, chats, mensagens fóruns, etc.). Às vezes, a escola até o usa, mas com o objetivo de culpá-los por dificuldades de escrita ao que diz respeito à ortografia da língua.
Nesse sentido, a escrita se apresenta acompanhada de outros recursos tipográficos para facilitar a comunicação em comunidade e na construção da identidade dos envolvidos, ou ainda “para marcr su “personalidad” y confrontarla con la escritura de ortografia estándar y para reconocerse unos a otros en línea, de modo parecido al idiolecto o a los rasgos suprasegmentales de la voz.” (pág. 15). Em seguida, Cassany (2010) fala que a escola critica essa forma de escrita “por ser caótica y alejada de las conveciones, estos estúdios sugieren que los chicos usan este códido con criterio y orden y que este desempeña funciones importantes para ellos.” (pág. 15)

> Qual o posicionamento de vocês? O que dizer? O que fazer? Quais os benefícios e/ou malefícios dessa escrita no contexto escolar nas aulas de L1? Se puderem, exemplifique.




Outra questão que nos deixou curiosos foi o estudo ressaltar que nesses espaços interativos da rede há sim um favorecimento a leitura e a escrita, mesmo que estas não estejam nos moldes do formal ou do que é idealizado pelos currículos oficiais da escola, mas os jovens se interessam sim pela escrita e pela leitura. No entanto, o autor percebeu que não há espaços e práticas vernáculas exclusivas à escrita de criança e jovens dedicadas exclusivamente a textos de caráter poético na rede, embora elas se apresentem em diferentes contextos de forma mais secundária, como em blogs, fotologs, foros etc.

> Vocês conhecem algum espaço na rede que tem o propósito comunicativo de enfatizar a linguagem literária, ou discutir e refletir sobre? Se não há, quais são as possíveis causas que o público infanto-juvenil ainda não se despertou para isso?

Tályson Marques
Convidado


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Re: Texto 13: Leer y escribir literatura al margen de la ley

Mensagem por JTERCIO em Dom Mar 26, 2017 8:57 am

Bom dia, Tályson.

Considerar ou não positiva as interações linguísticas dos alunos na rede de computadores é um tema um tanto polêmico que permeia as discussões de muitos professores. A meu ver, as práticas letradas que os alunos realizam fora da escola, seja em ambientes virtuais ou não são de suma importância para seu desenvolvimento letrado, pois são práticas reais de uso da língua. Dessa forma, nós não podemos desprezar tais usos, pelo contrário, devemos manter um diálogo frequente com os gêneros que os alunos mais têm acesso, e, a partir deles, promover o acesso a outros gêneros, também importantes, mas que muitos não estão habituados a utilizá-los. Acredito que devemos negociar o uso dos gêneros na escola, não relegando aqueles voltados às tecnologias, mas também não nos limitando aos tradicionalmente utilizados na escola. Enfim, devemos estimular a produção dos gêneros a partir do conhecimento prévio dos alunos.

Abraço,

Jorge Tércio

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Re: Texto 13: Leer y escribir literatura al margen de la ley

Mensagem por Tatiane Lima em Dom Mar 26, 2017 1:50 pm

Não acredito que existam malefícios, afinal estamos falando de gêneros que estão, de fato, presentes na vida dos alunos. Há no entanto, uma carência de suporte por parte da escola e dos docentes. Por que não incentivá-los a utilizar a forma padrão da língua na composição desses gêneros? Por que não aliar o útil ao agradável? Esse trabalho conjunto seria um possível incentivo para a prática letrada que muitos alunos procuram fugir. No entanto, como Cassany aborda em seu trabalho, a escola critica de maneira negativa os gêneros produzidos virtualmente pelos alunos, ao invés de utilizá-los como ponte para o letramento crítico e formal.

Tatiane Lima

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Re: Texto 13: Leer y escribir literatura al margen de la ley

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